sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ODEIO juro que odeio

Há certas coisas que odeio dizer. Coisas que sinto e que não quero sentir, por isso tento negar a sua existência, não falando delas aos outros. Porque a partir do momento em que falo sobre elas, estou a assumir que elas existem e esse seria o meu fim. Há coisas que eu não quero que existam e que prefiro encarar como pequenas deambulações precipitadas da minha memória traiçoeira. Mas eu tenho o meu limite. No entanto não vou ceder por completo à pressão dos meus sentimentos e optei por escrevê-lo ao invés de dizê-lo. Esta é a única maneira de tocar no assunto e, de certa forma, encerrá-lo até quando eu bem pretender. Na verdade, o meu coração ainda acelera quando te vê. Não era suposto, eu sei. Pensei que tinha deixado tudo resolvido na minha cabeça, mas estou enganada. Ainda olho para ti como se fosses uma parte de mim que deixei perdida no tempo. E às vezes quando te vejo, dá-me uma breve vontade de correr para os teus braços e chamar o teu nome. Dar-te um beijo e morder-te o pescoço. Entrelaçar os meus braços no teu tronco e cheirar o teu perfume. Mexer no teu cabelo e compor-te a roupa. Dar-te a mão e saltar para o teu colo. Tenho de apagar esta pequena falta que ainda me fazes, estas saudades que às vezes voltam sem eu saber bem por alma de quem. Cheguei a um ponto em que já não consigo distinguir as saudades tuas, das saudades do passado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Minha foto
escrevo aqui no presente, para que o meu passado pareça motivo de orgulho e o meu futuro glorioso

Arquivo do blog