eu nunca te pedi amor eterno , apesar de o querer . pedi para ficares sim , mas nunca para voltares quando te vais , e muito menos para me levares o coração . nunca escondi a saudade , as lágrimas nem a alegria do teu regresso , e por mais que tentasse , sei que acabarias por descobri-las . conheces-me melhor do que eu penso , melhor até do que eu a ti . nem sei se alguma vez te conheci , és tão misterioso , tão imprevisível , e dizes que é disso que gosto em ti . talvez , mas preferia a certeza de uma pessoa ao meu lado por mais do que umas efémeras horas . estou cansada que vás , e que voltes sempre quando já tenho a casa arrumada , ou quase , quando já te guardei numa caixinha no sótão , para abrir só nos momentos de nostalgia . estou cansada , mas és um grande estratega malandro , sabes que a porta do sótão está sempre entreaberta . e então vens , abraças-me , brincas , dás-me a mão e pedes-me que te deixe ficar , desarrumas tudo de novo . chegas , vês , vences , e vais . o final destas curtas-metragens será sempre esse , e eu , eu não vou conseguir negar ser amor de horas do protagonista , porque essa será sempre a minha cena .
já te disse ?
eu amo-te , mas não digas a ninguém .


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