sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cala-te

Ha tempos ele veio ter comigo para falar, mas eu nem me lembro do que ele disse de início, estava com tanta vontade de lhe dizer tudo na cara, que simplesmente caguei em tudo o que ele tinha de pedir, desculpar-se...:
Cala-te por favor, cala-te não digas mais nada. Já não aguento, já não suporto mais isto.
Primeiro nunca te disse que gostava de ti. E se disse, ou se achas que eu disse, não podes ter a certeza que te disse a verdade! Cala-te, nunca quiseste gostar de mim, a verdade é essa. Tens vergonha? Deve ser por eu ser diferente de toda a gente. Gostar de usar saia quando toda a gente usa calças, gostar de usar cores de verão no inverno e vice versa.
Nunca foste capaz de assumir nada, nunca foste capaz de lutar por nada, nunca sofreste por ninguém e é por isso meu querido que tu não entendes estas coisas. Não sabes nada de nada, não sabes de amor, nem de amizade.

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escrevo aqui no presente, para que o meu passado pareça motivo de orgulho e o meu futuro glorioso

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